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Meditação: a minha medicação

O meu primeiro contato com a meditação foi em 2014 na aula de Yoga. Nós começávamos a prática com alguns minutos em silêncio e depois, no final, meditávamos com mantras. Me lembro de observar a minha professora linda, a Susana, em postura de lótus, completamente plena, e me questionava quando eu iria atingir aquele nível de plenitude.  Quando eu fechava os olhos para iniciar a prática, menos de 20 segundos depois, minha mente já estava ocupada pensando que eu havia esquecido de mandar um email, ou o que eu iria comer no jantar daquele dia. Como era extenuante tentar se concentrar no momento presente! Durante muito tempo, eu fiquei tentando controlar os meus pensamentos para “não pensar em nada”,  e o que era pra ser uma prática enriquecedora, tornou-se frustrante. Me sentia incapaz de meditar e ficava me cobrando por isso.

Comprei alguns livros sobre meditação e pesquisei e muito sobre o assunto, pois eu queria mesmo aprender na técnica. Foi assim que eu descobri que estava meditando da forma errada. A meditação não é ausência de pensamento, até porque a mente não para e nunca vai parar de pensar, mas sim em observar os pensamentos, criar consciência deles sem julgar ou atuar ao assunto que surge. No momento em que perceber que foi levado junto à esses pensamentos, gentilmente retorne a atenção para à sua respiração. A meditação é um estado de clareza e não um estado da mente. A mente é confusa, nunca está clara. Os pensamentos criam nuvens a seu redor, nuvens sutis. Uma névoa é criada por eles e a clareza se perde.

Vou citar um trecho que eu adoro do livro Aprendendo a silenciar a mente, do Osho:

“Se você vê que a água de um riacho está lamacenta, o que faz? Pula dentro do riacho para tentar ajudar a água a ficar mais limpa? Você irá apenas gerar mais lama. Sente-se na margem, então. Espere, pois não há nada a ser feito. Se alguém cruzou o riacho e as folhas caídas vierem à superfície com a lama, é preciso ter paciência. Observe, indiferente. O riacho continuará fluindo, as folhas serão levadas pela corrente e a lama irá se depositar-se, pois não pode flutuar para sempre. Após algum tempo, você irá perceber que a água está limpa novamente.

Sempre que um desejo cruza a sua mente, o riacho fica lamacento. Então sente-se, sem fazer nada. Sente-se, e um dia a meditação acontecerá. Você não a trará, ela virá até você. Ela sempre esteve lá, mas você não estava olhando na direção adequada. O tesouro estava com você, mas você estava ocupado com outra coisa: pensamentos, desejos, e mil outras coisas. Não estava interessado na coisa mais importante: seu próprio ser.”

A meditação é isso, meus queridos(as). Sentar em silêncio, fechar os olhos e mergulhar dentro de si. Não precisa se esforçar, ela vai chegar. Não tem mistério! Com a prática, você vai se conhecendo melhor, irá entender a emoções e sensações do seu corpo, principalmente as negativas, como a ansiedade, o estresse, o medo, o ressentimento, a ira e tantos outros sentimentos que nos perseguem diariamente nos impedem de viver uma vida mais digna. À partir do momento que o controle da mente está em nossas mãos, nos tornamos mais livres.

Como eu disse anteriormente, em 2014 tive o meu primeiro contato com a meditação, mas só em 2017 que eu comecei a sentir os benefícios. Durante esses anos, eu não era fiel à minha prática, eu meditava 1 ou 2 vezes por mês – claramente eu estava empurrando com a barriga! Tudo na vida é uma questão de hábito, como escovar os dentes, de tanto que fizemos, hoje é automático. Felizmente, consegui implementar a meditação como um hábito o qual eu não me imagino mais sem. Logo que acordo, automaticamente, vou pro meu cantinho zen e começo a minha prática. Eu já usei vários aplicativos, mantras e outros meios de meditação e não sei dizer ao certo qual é o meu preferido. Eu vou de acordo com o meu humor, energia e ouço a minha intuição, daí escolho como será. Eu prefiro sentar na minha almofada de meditação (deixa o quadril ligeiramente mais alto e alinha melhor a coluna), mas tem gente que deita, ou até em fica em pé! Em relação ao tempo, também é individual, faça o que encaixa melhor na sua rotina. Eu faço no mínimo 10 minutos por dia. Nem que seja 3 minutos, já é uma grande passo. Tá vendo só, não tem regra, faça do seu jeito!

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essa almofada que eu uso!  comprei no Marcado Livre
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esse é o meu altar🌟 é bem ao lado da minha cama. NÃO TEM DESCULPA!
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um zoom para ver o que tem: cristais, meus livros de espiritualidade preferidos, oráculo, frases que me inspiram, Nossa Senhora, e coisas que trago de qualquer lugar que me inspira!

Os aplicativos que eu recomendo:

  • Headspace
  • Insight Timer

Esses apps conduzem meditações guiadas, que para iniciantes, eu acho mais fácil. Caso você não queira usar nada e meditar em silêncio, feel free to do it!

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um registro das minhas manhãs: depois de meditar, é hora de ler!

Bom, por hoje é isso! Espero do fundo do meu coração ter simplificado a ideia da meditação porque sei que MUITAS pessoas resistem em começar por não se acharem capaz ou por não ter tempo. É uma das melhores medicinas que existe e está aí, de graça e disponível para todos.💫

Para terminar, mais uma do Osho:

“Ao comer, coma. Ao andar, ande. Não permita que a mente fique vagando pelo mundo.”

Com amor,

Duda

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